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TCU admite o openBIM e aponta 15,52% de falhas na importação do Revit

Parecer do TCU admite o openBIM e mostra falhas de 15,52% de interoperabilidade do Revit

Em recente parecer, o TCU manifestou-se favorável ao uso do openBIM através do formato IFC, para os projetos públicos.

O TCU utilizou os resultados de testes de importação do IFC feitos pela buildingSMART no Revit e evidenciou no seu parecer a baixa qualidade de importação do Revit.

O TCU verificou os testes de importação do IFC, feitos pela buildingSMART, e constatou que o Revit apresenta 15,52% de erros

O TCU aponta as falhas no Revit, aplicação que foi verificada nos testes

Os mesmos testes feitos  no Solibri , acusaram apenas 1,075% de erros de importação do IFC, corroborando as evidências apontadas pelo TCU

Os testes de compliance efetuados pela buildingSMART são padronizados. Os mesmos testes são feitos para todos os softwares que pretendam ser compatíveis com o IFC.

O Solibri trabalha somente com o formato IFC, por esse motivo, ele é considerado pela comunidade técnica internacional como referência “marca d’água” no mundo BIM.

Clicando aqui você terá acesso a todos os testes efetuados pela buildingSMART em diferentes softwares BIM.

Abaixo veja os testes feitos com o Solibri pela buildingSMART

Íntegra do parecer do TCU

Conclusões

O TCU ao admitir em parecer oficial a admissibilidade do IFC como padrão de interoperabilidade, acena favoravelmente à adoção do openBIM no Brasil. Esse parecer retifica a postura anterior do TCU, que admitia somente o formato rvt do Revit, como padrão para os projetos públicos.

Esse ponto de vista é favorável para a comunidade técnica, uma vez que admite publicamente que outros softwares possam ser utilizados, quebrando dessa forma o monopólio do padrão proprietário único em BIM.

Por outro lado, as conclusões do TCU se embasaram somente no Revit, que apresentou um alto índice de falhas de importação do IFC, fato conhecido pelos usuários e pesquisadores. Faltou ao TCU verificar a qualidade da importação do Solibri para tomar as conclusões corretas. Um contratante de projetos não necessita necessariamente ter o software modelador, uma vez que ele não irá desenvolver projetos e sim consultá-los. Neste sentido entendemos que faria mais sentido a adoção do Solibri, que apresentou apenas pouco mais de 1% de falhas.

Sobre o autor

Leonardo Manzione é o fundador da COORDENAR e editor do makeBIM. Mestre e Doutor em BIM pela POLI-USP, é especializado em Consultoria BIM. Ele pode ser contatado clicando aqui.

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